Um financiamento é, em resumo, uma forma de conseguir parcelar o valor de um bem – pode ser um carro ou um imóvel. Provavelmente, se você está pensando em adquirir uma casa ou apartamento, já deve ter certa familiaridade com este assunto – ao financiar um imóvel, o banco pagará o proprietário ou construtora, enquanto você, pagará ao banco. Esse valor pode ser dividido em muitos anos e é pago com juros. Confira nos tópicos abaixo como é esse processo.

Começando um financiamento

É possível financiar um imóvel junto a uma série de bancos. E por mais que o processo seja similar em todos eles, há diferenças nas condições de pagamento, taxas de juros, duração de contratos e no limite de valor do imóvel a ser financiado. Para fazer essas comparações e identificar qual a melhor instituição para o seu caso, é preciso ir até as agências, conversar com os gerentes e tirar dúvidas.

Escolhido o banco, você precisará apresentar uma série de documentos para dar início ao processo. São eles RG e CPF (seus ou do casal, se for o caso), comprovantes de estado civil e de renda (como holerites, extratos bancários, declaração de imposto de renda). Caso você seja um profissional autônomo, poderá comprovar a renda por meio de contrato de prestação de serviços, declaração do imposto de renda, declaração do sindicato da categoria ou recibo de recebimento feito por um contador.

Em outros casos – trabalhadores que não tenham conta em nenhuma instituição bancária – é preciso preencher uma ficha cadastral no banco. O gerente mesmo pode auxiliar quanto aos documentos necessários nesse cenário.

Essa comprovação de renda é importante pois, é ela que vai indicar a capacidade de pagamento – o valor das prestações não poderá ser maior do que 30% da renda familiar bruta. Os bancos também farão uma análise cadastral para verificar se há alguma inadimplência (junto a Serasa, por exemplo). Se tudo estiver ok, de acordo com as regras do banco escolhido, inicia-se o processo de liberação de crédito.

Escolhi meu imóvel, crédito aprovado, e agora?

O banco – por meio de uma empresa terceirizada ou engenheiro – avalia o imóvel em questão para confirmar os valores avaliados do imóvel. Depois disso, é hora da elaboração e assinatura do contrato entre comprador e vendedor do imóvel. Esse contrato deve ser registrado em cartório – depois disso, o crédito é liberado. E aí você, como comprador, começa a pagar o seu financiamento. Em geral, a primeira prestação vence 30 dias depois dessa assinatura do contrato.

É importante lembrar que é possível financiar 100% do valor de um imóvel (ou seja, sem pagamento de entrada) apenas se ele for novo e na planta. Isso porque, nesses casos, você consegue negociar o valor da entrada (pode variar, mas em geral entre 20% e 30% do valor total) diretamente com a construtora.

E o financiamento com utilização do FGTS?

Em resumo, os financiamentos junto ao banco podem ser feitos utilizando recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) ou diretamente com a construtora do imóvel em questão. Para cada um desses tipos, há regras específicas que variam de acordo com a região do país. No caso do financiamento com utilização FGTS, por exemplo, há limites de renda familiar permitida, assim como de taxas de juros. Esses números são diferentes de região para região – é possível confirmar esses dados diretamente no site do FGTS ou então diretamente no banco.

Já no financiamento pelo SBPE, não há limite de renda, assim como quando o financiamento é feito junto a uma construtora. Nesse último caso, o comprador do imóvel tem um pouco mais de liberdade para negociar condições e formas de pagamento. Há, porém, maior risco – se optar por essa modalidade, pesquise bem antes sobre a empresa, para ter certeza de que é uma empresa sólida e com bom histórico.

Todo esse processo pode ser burocrático e trabalhoso – além disso, há muitas variáveis que mudam dependendo do seu caso, do valor do imóvel, da sua renda e até da região do Brasil. Então é importante conversar com um profissional dentro do banco escolhido, para que ele explique melhor todos os tópicos e etapas abordados neste texto. E se quiser saber mais sobre o processo de adquirir um imóvel próprio e sobre assuntos correlatos, como educação financeira, continue de olho aqui no blog da Treèle.

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